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Válega

Válega é uma freguesia portuguesa localizada no extremo sul do concelho de Ovar, distrito de Aveiro, pertencente à NUT III do Baixo Vouga e à NUT II do Centro com uma área de 26,64 km², 6 742 habitantes (2001) e uma densidade populacional de 253,1 hab/km². Limita a Norte com as freguesias de Ovar e de S. João de Ovar, a Sul com as freguesias de Avanca e de Pardilhó (concelho de Estarreja), a Este com as freguesias de São Vicente de Pereira (concelho de Ovar) e São Martinho da Gândara (concelho de Oliveira de Azeméis) e a Oeste com a ria de Aveiro, sendo a 2.ª maior freguesia do concelho de Ovar em área.


As origens desta freguesia perdem-se nos tempos, uma vez que existe a referência a um documento datado de 1002 o que comprova a antiguidade deste povoado. Contudo não se conhece nenhum documento que possa revelar ao certo a origem do nome Válega, apenas existem suposições e algumas lendas. O que está escrito é que a freguesia de Válega teve origem na união de duas "Vilas" importantes; a Vila de Peraria e a Vila de Dagarei (grande parte da actual freguesia de S. Vicente de Pereira). Em 1514 foi concedido foral à Vila de Pereira pelo Rei D. Manuel I. O símbolo do Concelho  de Pereira Jusã era o seu pelourinho, hoje podemos encontrar uma réplica, no centro histórico do que foi em tempos a vila de Pereira (hoje apenas é o lugar de Pereira), em tempos remotos chegou a ser  o Concelho de Pereira Jusã, vindo a ser extinto em 1852 devido ao consequente crescimento e desenvolvimento da Vila de Ovar (actual cidade de Ovar).

A freguesia de Válega é uma foi em tempos essencialmente rural onde predominavam as actividades agrícolas. A sua estrutura produtiva assentava principalmente na agricultura e pecuária. Contudo, hoje em dia Válega é mais uma freguesia dormitório…uma vez que a maioria da população activa trabalha fora da freguesia, regressando a casa ao fim do dia de trabalho. Além desta parte da população já referenciada, há ainda muitos Valeguenses a residir no estrangeiro, que emigraram há muitos anos na procura de melhores condições de vida. Possui um comércio de pequena dimensão, sendo a indústria praticamente nula (constituída principalmente por oficinas quase familiares). Destaca-se a presença de duas unidades industriais: a INKEL (fabrica quadros eléctricos) e a SEBRA (mobiliário). Fazendo referência na parte da população activa que trabalha na freguesia, esta incide no sector dos serviços e no pequeno comércio existente.

Válega dispõe de um grande património arquitectónico. Um dos motivos de atracção da Vila é a beleza dos seus esteiros da Ria de Aveiro, bem como a riqueza dos seus azulejos, fontes e monumentos religiosos, como é o caso da Igreja Matriz e do Santuário de Nossa Senhora de Entráguas (centro de devoção e peregrinação das gentes ribeirinhas).

A igreja matriz tem como titular Santa Maria. A sua construção foi iniciada em 1746, tendo-se as obras arrastado por mais de um século. Esta igreja é um templo de estilo tradicional, de uma só nave, com a frontaria voltada a poente. A fachada principal, que inclui o corpo da igreja e a torre, é revestida de painéis de azulejos policromos. O edifício espaçoso e altaneiro apresenta frontaria com torre integrada à esquerda. O retábulo principal, do século XVIII, merece destaque, além da pia baptismal – a peça mais antiga dos começos do século XVI - executada em pedra ançã. No interior sobressaem as intervenções do século XX, nomeadamente, os tectos em madeira exótica, custeados pela Família Oliveira Lopes e os exuberantes revestimentos em azulejo - da Fábrica Aleluia de Aveiro - além dos vitrais – de Madrid - doados pelo Comendador António Maria Augusto da Silva, que impôs as temáticas e a policromia. Na parede exterior da capela mor existe um painel figurativo de azulejos, do atelier de Jorge Colaço, representando a imagem da padroeira que se venera no altar mor.

Existem várias capelas, como a do Bom Sucesso, e um grande número de fontes e moinhos. Válega possui ainda o Cais do Puxadouro, também conhecido por Bico do Torrão.

 

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